Aliteração

por Fabio Hernandez Caires Santana

Descaso desse caso de dor,
descompasso e num passo passei
desse pedido despedido de sonho
do canto do canteiro a um rei.

Me calo e o calo do calor da vida
oculta o culto que vai da vaidade
à uma angustia da idade que é vil,
posto ao oposto viu a maturidade.

O braço abraça basta o breu ou a brasa,
do mastro o mestre mostra a amostra do vasto,
bandeira branca briga brava com o vento,
fugindo ao fundo fraquejou esse barco.

Entende, e tende ao tempo atender nada,
quando o mando for sempre do nunca,
enquadra o quando e idealizado perdura,
mas não adianta segurar esse trago.

E eu, na minha melancolia
aliterei minha poesia,
e decompus a agonia
em escrivania.

Anúncios